Na noite de segunda (01), a Câmara de Vereadores de Tapejara recebeu representantes do Hospital Santo Antônio, que participaram da Tribuna Popular, a fim de prestar esclarecimentos sobre o atendimento de urgência e emergência.

Estiveram presentes as coordenadoras da Emergência, Dra. Andressa Bortolini Brock e Dra. Mirian de Ávila, a diretora técnica Dra. Luiza S. Mainardi, a enfermeira responsável técnica Cintia Fontana, o presidente Josué Girardi e o diretor administrador Ildo Costela.

As médicas e a enfermeira fizeram uma breve explanação sobre o funcionamento da urgência e emergência, bem como o Protocolo de Manchester, adotado pelo Hospital desde 2019, como um sistema de classificação, que visa determinar a prioridade clínica, podendo garantir que o primeiro atendimento médico ocorra no tempo adequado.

O Sistema de Triagem de Manchester realiza a classificação de risco dos pacientes por meio de cores. De acordo com a enfermeira Cintia, ao ser identificada a prioridade de atendimento, baseada na queixa principal e não na ordem de chegada, o paciente receberá um adesivo com a cor correspondente à sua classificação e após será encaminhado à sala de espera, onde deverá aguardar o atendimento médico, exceto pacientes classificados com as cores vermelha e laranja.

A médica Andressa completa que alguns grupos de pacientes com situações especiais, como: idosos, deficientes físicos, deficientes mentais, acamados, pacientes com dificuldade de locomoção, gestantes, providos de liberdade, acidentes de trabalho, devem ser priorizados dentro da cada grupo da classificação de risco, respeitando a situação clínica dos outros pacientes que aguardam atendimento. Ela também explicou que o médico plantonista realiza diversos procedimentos na emergência, que não são presenciados pelos pacientes na recepção, o que causa a sensação de que o tempo entre uma consulta e outra é de folga para o profissional. “Assim que o paciente entra na consulta, ele é avaliado pelo médico, alguns são liberados com receita, outros são encaminhados para medicação. Estes, que permanecem no hospital, são acompanhados pelo profissional e reavaliados (nova consulta). Durante este tempo também são analisados os exames laboratoriais, se solicitados. Ainda, existe o atendimento de emergência, que pode surgir, onde os pacientes entram por outra porta. Um exemplo é no caso de uma parada cardiorrespiratória, onde a equipe coordenada pelo médico plantonista, pode levar mais de 30 minutos para estabilizar o quadro do paciente”, explicou Dra. Andressa. Outro caso, citado pela médica, é nas necessidades de transferência para outro hospital. “As solicitações de transferências só podem ser feitas pelo médico, através de ligação telefônica, o que também pode levar tempo”, disse.

A bancada do MDB na Câmara, representada pela vereadora Maeli Brunetto Cerezoli, questionou os representantes do HSA sobre o número de médicos no plantão, o tempo de formação destes profissionais e se há autorização para que eles durmam durante os plantões. Respondendo o questionamento, a Dra. Miriam informou que durante a semana há um médico plantonista, em escala de 12 horas, aos finais de semana e feriados são dois médicos plantonistas, no regime de 24 horas. O tempo de formação destes profissionais varia de 3 meses a 3 anos. De acordo com a médica, é permitido que eles repousem, se não houver nenhuma ficha de atendimento e nenhum paciente na sala vermelha. Assim como é permitido que eles façam refeições e utilizem o banheiro quantas vezes for necessário.

O líder da bancada do PDT, vereador Déberton Fracaro, perguntou aos profissionais o que deve ser feito para diminuir o tempo de espera na recepção do plantão. De acordo com a médica Luiza, a diretoria do HSA, juntamente com as equipes técnicas, estudam diversas possibilidades de melhorar o atendimento, no sentido de espera. “Temos apenas um consultório médico na urgência e emergência e quando há dois plantonistas precisamos usar uma sala provisória. Outro problema que enfrentamos é com a contratação de novos médicos. Muitos profissionais que se formaram há pouco tempo não têm segurança para atender em urgência e emergência, pois durante a pandemia eles tiveram muitas aulas EAD, sem a prática que os deixaria mais seguros”, explicou.

A enfermeira Cintia ainda completou que falta educação da população. “O posto de saúde do centro disponibiliza atendimento médico até as 22 horas. Muitos atendimentos poderiam ser feitos nos postos, mas as pessoas preferem procurar o hospital. Nós não vamos negar atendimento a ninguém, mas seria muito bom se houvesse a compreensão de que muitos casos podem ser atendimentos nos postos de saúde”, enfatizou.

Diante do grande número de questionamentos dos vereadores, a Câmara enviará ao Hospital um ofício com todas as dúvidas que deverão ser respondidas pela equipe nos próximos dias.

 

Por que fazer as reclamações para a Ouvidoria?

Muitas pessoas utilizam as redes sociais para reclamar do tempo de espera para atendimento médico ou do próprio atendimento dos profissionais. Os representantes do Hospital informaram que qualquer reclamação feita em redes sociais não será avaliada ou acompanhada. Para que providências sejam tomadas, as reclamações ou sugestões devem ser feitas na Central de Ouvidoria.

Essa iniciativa da instituição busca melhorar o atendimento e a qualidade dos serviços prestados, através da disponibilização de um canal de participação do cidadão no processo de discussão de políticas institucionais. A Ouvidoria é um canal de comunicação, imparcial e independente, consolidada como instrumento de democracia participativa. Pode ser acessada pelo site www.hsasaude.com.br, na opção OUVIDORIA do menu CONTATO ou diretamente pelo e-mail ouvidoria@hsasaude.com.br.