Cassiano de Zorzi Caon, prefeito de Ipê, que morreu neste sábado (4), cumpria seu primeiro mandato na chefia do executivo municipal. Sua carreira política não era extensa: havia estreado em cargos públicos como vereador da cidade da Serra do Rio Grande do Sul, entre 2017 e 2020.

A política, no entanto, era uma paixão do advogado e agricultor, que foi encontrado morto em sua propriedade rural aos 52 anos.

Caon foi eleito prefeito em 2020, com 50,59% dos votos. A diferença para o segundo colocado foi de 55 votos. De acordo com Farinéa, a eleição se deu muito pela atuação de Caon como vereador e por seu trabalho como agricultor, uma tradição que vinha de família na cidade de pouco mais de 6 mil habitantes.

"Como vereador, ele gostava do embate, da conversa. Queria ajudar todo mundo, gostava da política cmo forma de ajudar as pessoas. Às vezes, faltava medicamento no posto e ele ligava para a secretária: 'não tem como comprar? Então vou dar do meu bolso'. E era uma pessoa bastante acessível, não era muito de protocolo. Era chegar no gabinete dele, bater na porta e podia entrar. Não tinha formalidade", diz o secretário.

Em nota, o MDB, partido a que Caon era filiado, afirma que ele foi encontrado morto em sua propriedade, no interior do município. Por meio de decreto assinado pelo vice-prefeito José Mário Grazziotin, a prefeitura de Ipê decretou luto oficial por sete dias. Grazziotin assume o comando do executivo municipal até o final do mandato, no ano que vem.

O velório de Caon foi realizado no sábado, em Ipê. Uma missa de corpo presente foi realizada no domingo, às 14h30, na Igreja Matriz. O sepultamento ocorreu após a cerimônia, no Cemitério de Capão do Bugre.