Comemora-se no dia 25 de julho, em todo o Brasil o Dia do Colono e Dia do Motorista. Para centenas de comunidades rurais do Sul do Brasil, o dia 25 de julho sempre se revestiu de significado cordial: é o Dia do Colono, estendendo ainda suas reverências ao motorista. Em outras palavras, ele remete às origens, aos pioneiros, num momento de celebração e de congraçamento por todos aqueles que, ao longo de décadas, plantaram as bases do desenvolvimento e do progresso regional.
A definição do 25 de julho como Dia do Colono deu-se em 1924, em meio às comemorações do centenário de vinda dos primeiros imigrantes ao Rio Grande do Sul. A data simboliza a chegada da primeira leva de imigrantes à Feitoria Real do Linho Cânhamo, que, posteriormente, constituiria a sede da cidade de São Leopoldo.
O dia 25 de julho também é o Dia do Motorista, em homenagem ao protetor dos motoristas e dos viajantes: São Cristóvão. Ele viveu provavelmente na Síria e sofreu o martírio no século III. “Cristóvão” significa “aquele que carrega Cristo” ou “porta-Cristo”. Seu culto remonta ao século V. De acordo com uma lenda, Cristóvão era um gigante com mania de grandezas.
No dia 5 de setembro de 1968, foi sancionada pelo então presidente Artur da Costa e Silva a Lei nº 5.496, que Institui oficialmente o “Dia do Colono”, comemorado em 25 de julho de cada ano. Embora não seja considerado feriado, o dia é sempre comemorado com eventos, festa, desfiles, e homenagens ao dia do Colono.
Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR), Adagir Coronetti, a classe dos colonos e dos motoristas estão de parabéns, pela sua grandeza e organização. “É uma maneira especial de agradecer essas categorias pelo trabalho e empenho. Sem eles, o pais não anda”, afirmou Adagir.
O STR possui mais de mil associados ativos, e busca coordenar, mobilizar, representar e defender seus associados, na busca por melhores condições. “Por eles, que levantam cedo para trabalhar, seja com sol ou chuva, que lutamos e reivindicamos seus direitos”, ressaltou. No local, são oferecidos serviços como declaração de renda, ITR, CCIR, financiamentos via Banco do Brasil e Previdência Social.
O presidente do Sindicato Rural, Moisés Moro, frisa que a entidade patronal atua há 12 anos no município e capacita os associados em diversas áreas da agricultura. Moro salienta que Tapejara e região possuem um sistema fundiário bem dividido com muitas propriedades e junto a isso, alternativas foram criadas com o tempo como avicultura, bacia leiteira e suinocultura, com agroindústrias locais. 
O presidente disse que nesta data o que se comemora é poder trabalhar dentro de sua propriedade com tranquilidade e paz para produzir cada vez mais, melhorar a produtividade e ter a certeza de que poderá usufruir dos resultados de seu trabalho, pois o direito de propriedade está garantido. ‘A agricultura, hoje, está com um aumento significativo dos custos de produção, reduzindo a lucratividade do setor, e por isso o produtor tem que melhorar a produtividade para sobreviver na atividade’, disse. Moro frisa, ainda, que a troca de governo é recente e ainda não é possível cobrar muito, mas ele vê sinais que haverá mudanças, com o País tentando abrir mercado para o mundo. Como exemplo ele cita o acordo com a União Européia, que tem um número elevado de consumidores com alto poder aquisitivo. ‘Eu, particularmente, tenho esperanças de que as coisas vão melhorar’, finaliza.