O BM Mob já é utilizado por policiais em Tapejara e ajuda no registro de ocorrências e acesso a informações. A estimativa é que até o final de setembro todos os policiais já estejam utilizando o aplicativo. 

O Departamento de Informática da Brigada Militar (BM) desenvolveu este aplicativo para auxiliar o trabalho dos policiais do Rio Grande do Sul.

O ‘BM Mob’, começou a ser utilizado neste mês no 4º pelotão de Tapejara, assim como já ocorre no 3ºRPMon da BM de Passo Fundo, desde junho deste ano. O desenvolvimento do aplicativo  impactará o trabalho dos policiais em diversas frentes. Uma delas é relativa ao tempo dispensado para registro de ocorrências. O foco é tornar mais célere esse processo.

Hoje, em média, os policiais demoram entre 40 e 50 minutos para registrar uma ocorrência. Esse tempo será reduzido com a nova tecnologia. Em 10 ou 15 minutos poderá ser feito o registro.

O BM Mob funciona como qualquer aplicativo utilizado em um smartphone, mas só pode ser baixado por policiais através da rede interna da Corporação. Ele pode ser utilizado no aparelho pessoal de cada PM ou em tablets que serão disponibilizados às guarnições que fazem o trabalho ostensivo.

Funções
Os policiais podem, com o aplicativo, colher depoimentos dos envolvidos por meio de gravação áudio e também por vídeo. Também é possível anexar imagens da ocorrência. “Ele vai condensar documentos. Nós fazíamos vários; agora, o aplicativo faz um único e replica para Polícia Civil, poder judiciário e também para Corporação”, explicou o capitão. O policial não precisa escrever a ocorrência manualmente; o BM Mob transcreve o áudio do relato do policial no aparelho.

No entanto, ocorrências nas quais ocorram prisões continuarão feitas no modelo atual, de levar o indivíduo e realizar o registro na delegacia presencialmente.

Vantagens
Com o BM Mob, os soldados podem ter informações sobre a situação de veículos, foragidos e armas de fogo em poucos segundos. Atualmente, para ter esses dados, é necessário contatar a central via rádio.

Com o aplicativo, o acesso à informação será em tempo real. Além do ganho no trabalho ostensivo, a nova tecnologia gera também economia de insumos. A documentação que é, hoje, feita manualmente é levada sede dos Gpms, pelotão ou ainda ao Regimento, onde servidores têm de torná-las digitais e também enviá-las aos outros envolvidos na ocorrência, como PC e justiça. 

O aplicativo terá atualizações periódicas para eventuais correções de falhas e também para a adaptação à atividade policial. (Fonte: Diário da Manhã)