22 de março – Dia Mundial da Água
Dra. Luiza Mainardi explica o que acontece com o corpo
O Dia Mundial da Água, celebrado no dia 22 de março, nos força a pensar em quão imprescindível esse líquido é.
Reações químicas vitais dependem do equilíbrio de líquidos em circulação e é justamente por isso que, quando o escape hídrico é muito maior do que o ganho, nós adoecemos. Em dias de extremo calor, pode ocorrer fácil a perda de 3 litros de água, principalmente por meio da transpiração.
Casaço, falta de concentração, dor de cabeça e queda na pressão são as pistas de que o corpo está secando. E, quando ele está prestes a virar um deserto, órgãos vitais podem ficar bem comprometidos.
Mas é preciso saber que o hábito continua importante quando a temperatura baixa. Nos dias mais frios e com falta de umidade, as mucosas ressecam, gerando desconfortos e problemas respiratórios. Daí vêm tosse, irritação no nariz…
“Além de lubrificar as membranas, a hidratação adequada fluidifica secreções e facilita sua eliminação”, diz a Dra. Luiza Seganfredo Mainardi, médica clínica e cirurgiã.
O desbalanço hídrico também mexe com a cabeça. Há evidências de que o desempenho cognitivo e até mesmo o humor fiquem aquém do desejado entre aqueles que não são fãs de água.
Não é preciso esperar manifestações de ordem digestiva ou nervosa para saber que seu corpo clama por água. A pele já dá mostras disso. Como ela guarda muito líquido, logo que surgem sinais de que os níveis estão em declínio, o organismo corre atrás do que está acumulado ali. Daí o recado dos dermatologistas de extrapolar nos copos para deixá-la livre de rugas.
A quantidade ideal de água
Estudiosos sugerem que a ingestão deve ser proporcional ao gasto calórico. Assim, se você dispende 2 mil calorias diárias, deveria tomar 2 litros de água. Acontece que o índice varia de acordo com as exigências de um dia, e essa média nem sempre é aplicada a todo mundo. Quem pratica muito exercício, por exemplo, necessita de hidrata&cced il;&atil de;o extra. Caso contrário, até o rendimento sai prejudicado.
A atenção também deve ser redobrada no caso de pessoas mais velhas. “É que, com o avançar da idade, o mecanismo de alerta da sede já não é tão eficaz”, explica a Dra. Luiza. Na turma antenada que anda deixando de lado a água por falta de tempo ou hábito, vale uma dica tecnológica: existem dezenas de aplicativos que avisam quando é hora de beber e apontam quanto falta para atingir o objetivo diário, calculado com base no peso.
O ideal é distribuir os copos ao longo do dia e não apostar numa única enxurrada contra a sede – que, às vezes, nem desce bem.
As dicas são da Dra. Luiza Seganfredo Mainardi, médica clínica e cirurgiã, integrante da Saúde Center Clínica de Tapejara. Informações pelo telefone 3344-3600.