Diante do indeferimento, por parte do presidente da Câmara de Vereadores de Tapejara, Volmir Daneli (MDB), publicado na tarde de quarta-feira (20), em relação ao requerimento protocolado pelos vereadores Paulo César Langaro (PDT), Rodinei Bruel (PDT), Carlos Eduardo de Oliveira (PSB) e Gilberto Scariot (PSB) para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para “investigar supostas irregularidades na geração de despesas sem processo licitatório e demais irregularidades apontadas em áudios deixados pelo ex-secretário de Educação do ,unicípio de Tapejara, Adenilson Aimi, bem como interferência no processo seletivo e resultado final classificatório de concurso público para o cargo de psicopedagogo”, os vereadores de oposição definiram por entrar com um recurso buscando a abertura da CPI.

O objetivo é dar uma resposta à população cumprindo com sua função que é de demostrar sua responsabilidade e o compromisso da Câmara com a legalidade, cobrando do Poder Executivo o atendimento dos princípios da transparência e da publicidade de seus atos. Segundo o bloco de oposição, a CPI não tem objetivo de punir, mas sim de dar a oportunidade à Administração de esclarecer aos vereadores e a população, através de documentos, que cumpre com suas obrigações e que demonstre claramente se existem ou não as irregularidades mencionadas no áudio pelo ex-secretário da Educação, que foi ouvido pelo prefeito e alguns vereadores.

O indeferimento do pedido de abertura da CPI por parte do presidente da casa teve como base Parecer Jurídico que alegou que, dos três requisitos necessários para a abertura da CPI, o primeiro e o terceiro cumprem as regras, porém o segundo item, faz referência a áudios que “supostamente” existam, mas que até o momento não foram apresentados e tampouco acompanham o requerimento.

Os quatro vereadores de oposição não concordam com os argumentos do presidente da Câmara, uma vez que os fatos foram amplamente comentados pela população através das redes sociais e são de conhecimento público, tendo inclusive a divulgação em áudio de uma nota de esclarecimento, narrada pelo próprio prefeito municipal Vilmar Merotto (MDB), publicada em sua página no Facebook e distribuída no WhatsApp, onde esclarecia que tudo o que consta no áudio deixado pelo ex-secretário de Educação, seria novamente fiscalizado, dando a entender que os áudios referidos no requerimento de abertura da CPI existem. Portanto, a oposição buscará os meios regimentais e legais para que os vereadores de Tapejara possam demonstrar a sociedade que cumprem com seu dever de fiscalizar a administração pública.